Um poema para Léo de Abreu
Aroeira
cicatrizou
desta maneira
fervendo a casca
Foi uma flor de Acácia
que o vento soprou
em meus cabelos
Neste momento
na sombra
do cajueiro
Catei foi muita amora
fazê doce
que meu bem adora
Queria
goiabeira ou um abacateiro
macieira
ou um pomar inteiro
Tem manga
na Mangueira
flor roxa
na Quaresmeira
Tem limão no Limoeiro
e o Pinheiro
o que dará
tantas pinhas
Essa arvinha
eu não sei o que dá
vou pra essa senhora
perguntar
Me lembro
do Eucalipto e da Embaúba
daqueles pássaros
e das semantes da Timbaúba
Gôsto de Pitomba
olhos de Jabuticaba
paro ano Deus dará
fruta que não acaba
Olhando pra mim
olhos cor da terra
chêro
de jasmim
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