terça-feira, 14 de julho de 2009

Cajú passa

Um poema para Léo de Abreu


Aroeira
cicatrizou
desta maneira
fervendo a casca

Foi uma flor de Acácia
que o vento soprou
em meus cabelos

Neste momento
na sombra
do cajueiro

Catei foi muita amora
fazê doce
que meu bem adora

Queria
goiabeira ou um abacateiro
macieira
ou um pomar inteiro

Tem manga
na Mangueira
flor roxa
na Quaresmeira

Tem limão no Limoeiro
e o Pinheiro
o que dará
tantas pinhas

Essa arvinha
eu não sei o que dá
vou pra essa senhora
perguntar

Me lembro
do Eucalipto e da Embaúba
daqueles pássaros
e das semantes da Timbaúba

Gôsto de Pitomba
olhos de Jabuticaba
paro ano Deus dará
fruta que não acaba

Olhando pra mim
olhos cor da terra
chêro
de jasmim

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