
Marrom quase vermelho. Vai amarelando e então verde. A causa é a luz, o sentimento ou algo mais. Eles mudam, mudam sempre. Olhos que percebem. Entende e me diz. Surgem devagar por debaixo das pálpebras, surge bonito sempre que o chamo. O momento entre o abrir e o encontar do meu olhar, é imenso agora que não os vejo. Eles querem ver o rio, eles tem saudade de seu pai. Esfregado, fica vermelho, inchado, mas o outro não, permenece intacto. Tudo é maior e mais intenso, olhando esses olhos. Tudo é infinito. Olhos que sabem de mim. Olhos que entristeceram ontem. Esses olhos que me olharam de novo, precisavam de sol.

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